Passe Livre
“Passe livre” é um fotolivro que atua como um drible que ginga entre diferentes polos, um molejo que finge ir para um lado e vai para outro. Revolta e reconciliação. Ele habita no limite entre dois arquivos: o de Mané, ídolo de uma geração, estrela solitária, e o de meu pai, desconhecido, torcedor do Botafogo, fã incontestável de Mané e, provavelmente, a primeira pessoa que aprendi a amar e odiar ao mesmo tempo. Confluindo e se confundindo entre o retrato e o autorretrato, a fotografia se estabelece como dispositivo estético e ético que permite olhar para as duas trajetórias e estabelecer reflexões sobre as estruturas patriarcais, a formação das subjetividades masculinas e o desejo-potência de ruptura.